LIVRO: O CLJ me enganou

NOVIDADE! Antes de você ler este post de 2014, tenho uma novidade: o livro O CLJ me enganou é uma realidade! Ele encontra-se em fase de pré-lançamento, e neste momento eu preciso da sua ajuda. Como não tenho editora, criei uma vaquinha na internet para arrecadar os recursos necessários para a editoração e impressão da obra. Funciona assim: você acessa o site abaixo, contribui com R$ 30 e já garante o seu exemplar. Acesse, saiba mais e deixe sua contribuição: www.catarse.me/ocljmeenganou

Em agosto de 2008, escrevi uma crônica sobre o CLJ, movimento católico que completa 40 anos em 2014. Tentei reproduzir, no texto, meu sentimento de admiração e gratidão por algo que foi essencial durante seis anos da minha vida. Para minha surpresa, a identificação das pessoas com ele foi grande. Recebi muitos comentários emocionados e até hoje, seis anos depois, a proposta provocadora da crônica repercute.

Em 2009, surgiu a vontade de ampliar o assunto e escrever um livro. Visitei Dom Zeno Hastenteufel, bispo de Novo Hamburgo e criador do CLJ. Tenho mais de uma hora de nossa conversa gravada e grande parte dela já colocada no papel. Guardo com orgulho esse tesouro.

Mas a rotina me engoliu e a ideia do livro ficou pelo caminho.

Esta semana, o incentivo carinhoso de algumas pessoas queridas, somado a alguns bons propósitos que tenho, fizeram a visão de um livro ressurgir, acompanhada de entusiasmadas ideias.

Antes de ir em frente, porém, queria ouvir as pessoas que leram, curtiram o texto e se sentem parte do CLJ, no passado ou no presente. Não pretendo fazer um resgate histórico do Movimento — embora sua história seja riquíssima, com números que impressionam e uma relação com a Ditadura bastante interessante.

O livro seria importante em quê? Que conteúdos ele poderia trazer? Com o que vocês podem contribuir? Posso contar com vocês para colher depoimentos e informações?

Comentem aqui mesmo. Espero vocês.

Um abraço,
Juliano Rigatti

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Sobre gêneros, polegares e telencéfalos

Venho contar-lhes quase em primeira mão que minha esposa cortou o polegar direito. Coisa feia de se ver. Teve até que ir ao HPS. Levou cinco pontos. Estava cortando ingredientes para temperar o feijão quando a faca abriu caminho onde não devia. Serão necessários dez dias para cicatrizar.

Até lá, eu terei que fazer quase tudo dentro de casa, ela já me advertiu. Como acabei de fazer. Fiquei algumas horas envolvido com o almoço e com o lavar e secar de louças. Umas boas horas. Porque como minha esposa é destra e o corte inutilizou o seu polegar direito, o ferimento inutilizou também a minha esposa para as atividades domésticas. Quase todas as atividades domésticas. Mesmo aquelas que exigem apenas uma mão. Porque são poucas as atividades que exigem apenas uma mão. Mas você pensaria: um corte em apenas um dos dedos já causa todo esse transtorno? Sim. E vou lembrar-lhes porquê.

O documentário Ilha das Flores, de 1988, lembram? Ele dizia que os seres humanos, que são animais mamíferos e bípedes, se distinguem dos outros mamíferos, como a baleia, ou bípedes, como as galinhas, por duas características: o telencéfalo altamente desenvolvido e o polegar opositor. O telencéfalo altamente desenvolvido permite aos seres humanos armazenar informações, relacioná-las, processá-las e entendê-las. O polegar opositor permite aos seres humanos o movimento de pinça dos dedos o que, por sua vez, permite a manipulação de precisão.

O documentário aqui nessa crônica tem duas funções. Uma é explicar a fundamental importância do polegar opositor. A outra é lembrar-nos da existência de nosso telencéfalo. Porque nunca é demais nos lembrar dele. E por uma coincidência proposital da natureza, homens e mulheres, diferentemente de seres humanos e galinhas, possuem, ambos, o mesmo telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor. Desde sempre. Desde Adão e sua costela. E deveriam equilibrar-se por isso.

Sendo assim, acho curiosíssimo que equilíbrio de gênero seja um assunto moderno só em 2014. Se homem e mulher possuem o mesmo polegar opositor e o mesmo telencéfalo altamente desenvolvido, por que ainda existem tantas atividades que são ou de homens ou de mulheres? Por que ainda vivemos em uma sociedade tão ignorante no que diz respeito a gêneros? O que é ser homem? O que é ser mulher? Dentro de casa, quais são, verdadeiramente, atividades só de homens e atividades só de mulheres? Na relação, o que é do homem e o que é da mulher?

Muitas brigas entre casais têm sua origem em mulheres exaustas e homens isolados. Na ignorância ou dificuldade de refletir sobre isso. Muitos homens sofrem porque chorar é coisa das mulheres. Muitas mulheres sofrem porque, além de ser uma executiva bem-sucedida, têm que cuidar da casa, das louças, dos filhos, e de suas mamadeiras, fraldas e banhos.

Daqui dez dias, o polegar opositor direito da minha esposa estará curado. E pouca coisa deverá mudar na divisão de tarefas dentro de casa. Pouca coisa será só dela ou só minha. Por que temos, cada um dos dois, além de polegar opositor, um telencéfalo altamente desenvolvido.

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EU FAÇO O BEM E SÓ ME FERRO

A vontade é de largar tudo. Sério. Hoje, sexta, 18 de abril, essa é a mais pura verdade. Tudo o que eu faço pelo outro para receber isso em troca? Tanto esforço, tanto tempo dedicado a entender e ajudar alguém pra nada? É revoltante. Como se tudo o que mais se acreditava caísse por terra. Revoltante e triste. Quer saber? Deve imperar mesmo a lei do mais forte, olho por olho, dente por dente, que se saia melhor o mais esperto, o mais malandro, o mais forte. Tudo em vão. Tu-do. É muito triste. Na boa, nada mais vale a pena.

Até domingo.

É no próximo domingo que tudo se ressignifica. Tudo ganha uma explicação, tudo faz sentido de novo e pra sempre. A mãe deixa de comer para dar para o filho. O amigo deixa de ter razão para não brigar. Aquele cara deixa de viajar para estar com o doente. Eu esqueço aquele troço que ele disse e que acabou comigo. Eu dou, eu ofereço, sem saber se me devolverão.

É no túmulo vazio em que tudo se justifica.

É no domingo de Páscoa em que tudo se faz novo e que o amor vira a maior Lei humana.

Feliz Páscoa!

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Ciúmes do Fernando

O meu sobrinho Bento, que já está crescido, levou para casa, dia desses, o seu amigo Fernando. Fernando conheceu a família, jantou com o Bento e dormiu no mesmo quarto que ele. Só que Fernando não é um amiguinho da escola, Fernando é um boneco de pano. Um boneco de pano com tamanho de gente. Acompanhei flashs dessa experiência pelo Facebook da minha irmã, a mãe do Bento. Acho que não vi tudo, mas o suficiente. Não entendo nada de pedagogia infantil, mas entendi perfeitamente a razão pela qual essa atividade foi proposta ao meu afilhado. E funcionou: eu senti ciúmes do Fernando. Ciúmes de alguém que vê o Bento na escola na hora em que ele está na escola — e não é pelas lentes de uma câmera de monitoramento ou pela foto enviada pelo Whatsapp. Ciúmes de quem enxerga as gargalhadas espontâneas do Bento e a velocidade com que o Bento corre entre as paredes e as roupas coloridas de seus coleguinhas em busca de absolutamente nada. Senti ciúmes de quem vê o Bento lanchar, vê o Bento aprender, vê o Bento conversar, enquanto alguém tenta ensinar. Tenho ciúmes de quem convive com o Bento nessa idade em que tudo o que há de mais importante acontece sem marcar hora, sem chamar para conversar, sem pedir vem cá e me conta como foi a escolhinha hoje. Tenho ciúmes de quem pode dar ao Bento o tempo que ele precisa, de quem chega e vai embora com ele. De quem sabe o que o Bento janta num dia qualquer, que não sejam os seus pais. Ciúmes de quem vive a rotina do meu afilhado numa época em que ele não sabe o que é a rotina e em que os dias têm tamanhos e alegrias bem diferentes dos meus dias de adulto. Por fim, tenho só a repetir a vocês que, pelo Fernando, sinto ciúmes, e pela pedagogia infantil, passo a ter admiração. Obrigado pela lição. Genial.

Estes são o Fernando e o Bento. 🙂

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Viver o Natal é sonhar com Deus

Para quem ainda procura uma reflexão que fortifique o Natal dentro de si, eu recomendo esta. Para Dom Dadeus, celebrar o Natal com fé é sonhar com Deus. Foi o melhor que li sobre o Natal este ano.

A VERDADEIRA LUZ
Por Dom Dadeus Grings

A oração desta noite nos orienta pela claridade da versadeira Luz. Para enxergarmos necessitamos de três condições: um objeto visível, uma luz que o ilumine e uma visão que permita ver. Pode-se discutir sobre a relação estas três condições ou sobre a preponderância de uma sobre a outra. O fato é que não se enxerga se não existir um objeto, nem se vê se não existir luz para iluminar e não se enxerga se não se tem capacidade de enxergar. Não é necessário explicar o que seja enxergar para usufruir da visão, nem é necessário ter consciência se qual a influência subjetiva que traz para a vida humana uma realidade que lhe é exterior.

O Natal transporta a visão natural para o campo da fé. Fala, por isso, de uma “verdadeira luz”, não plasmada por corpúsculos e ondas que sofrem a retração do objeto iluminado. Envolve um mistério que, na terra, é apenas vislumbrado, sendo plenamente usufruído somente no céu. De que luz se trata aqui? Falamos de uma iluminação divina. Abre para uma realidade que “nenhum olho viu, nenhum ouvido ouviu, nenhum coração humano jamais consegue imaginar”.

Falamos de plenitude. Na verdade ela só acontece no céu. Mas, no Natal, já nos situamos na perspectiva desta plenitude. Chegamos ao momento mais marcante de nossa História: Deus se fez homem e veio, em pessoa, plenificar toda a caminhada humana. É o momento de antegozar, pela fé, o que veremos na realização definitiva. Sonhamos com Deus.

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Por um 2014 mentalmente mais forte

Amigos, nesse período favorável às reflexões, balanço de vida, promessas e propósitos, sugiro o texto abaixo, traduzido da revista norte-americana Forbes, uma das publicações mais importantes do mundo. Acredito muito em cada um desses 13 tópicos. E se, para você, algum deles não fizer sentido agora, arrisco dizer que um dia fará. 😉

Desejo mais que boa leitura. Sugiro que você busque ter uma mente mais forte em 2014. Para a sua felicidade e o bem das pessoas que você ama.

Abraço grande!

Juliano Rigatti

***

Pessoas com mentes fortes conservam hábitos saudáveis lidando com suas emoções, pensamentos e comportamentos de forma a empoderá-los para o sucesso na vida. Mas não só. Tão importante quanto saber o que fazer, é saber o que se deve evitar. Veja lista de 13 coisas que pessoas com mentes fortes não fazem:

1) Elas não perdem tempo sentindo pena de si mesmas
Pessoas de mentalidade forte não ficam sentindo pena de suas circunstâncias ou como os outros as trataram. Ao invés disso, elas assumem a responsabilidade por suas ações e resultados e compreendem que a vida nem sempre é fácil ou justa. Esse tipo de pessoa é capaz de emergir de situações difíceis com consciência e gratidão pelas lições aprendidas.

2) Elas não se deixam dominar
Elas não permitem que os outros as controlem, tenham poder sobre elas e as façam sentirem-se inferiores ou ruins. Elas não dizem coisas como “Meu chefe me faz sentir mal”, porque elas compreendem que estão no controle das suas emoções e possuem a escolha de como reagir.

3) Elas não evitam as mudanças
Pessoas mentalmente fortes aceitam as mudanças e dão boas-vindas aos desafios. Seu maior medo, se houver um, não é do desconhecido, mas de tornarem-se conformadas e estagnadas. Um ambiente de incerteza ainda pode energizar uma pessoa mentalmente forte e trazer para fora o seu melhor.

4) Elas não gastam energia com coisas que não podem controlar
Você não ouve uma pessoa mentalmente forte reclamando da mala perdida ou do trânsito. Ao invés disso, elas focam naquilo que podem controlar em suas vidas. Elas reconhecem que, algumas vezes, a única coisa que podem controlar, é sua atitude.

5) Elas não se preocupam em agradar todo mundo
Pessoas mentalmente fortes reconhecem que não precisam agradar todo mundo o tempo todo. Elas não têm medo de dizer “não” ou falar quando é necessário. Elas buscam ser gentis e justas, e mesmo que alguém se chateie, serão capazes de manter o comportamento e a opinião.

6) Elas não têm medo de assumir riscos calculados
Elas não pulam de cabeça em riscos tolos, mas não se importam de assumir riscos calculados. Pessoas mentalmente fortes investem tempo pesando os riscos e benefícios antes de tomar uma grande decisão, e avaliarão muito bem as potencias desvantagens e os piores cenários antes de tomar uma atitude.

7) Elas não renegam o passado
Pessoas mentalmente fortes não gastam tempo renegando o passado e desejando que as coisas tivessem sido diferentes. Elas reconhecem o passado e até admitem que aprenderam com ele. Entretanto, elas não revivem constantemente as decepções do passado ou nas fantasias dos “dias de glória”. Ao invés disso, elas investem a maior parte da sua energia na criação de um presente e futuro melhor.

8) Elas não cometem o mesmo erro várias vezes
Pessoas mentalmente fortes aceitam a responsabilidade por seu comportamento e aprendem com os erros do passado. Como resultado, elas não ficam repetindo os mesmos erros sempre, esperando um resultado diferente. Este tipo de pessoa segue em frente e toma as melhores decisões para o futuro.

9) Elas não ficam ressentidas pelo sucesso alheio
Pessoas mentalmente fortes conseguem apreciar e celebrar o sucesso na vida de outras pessoas. Elas não ficam invejosas ou se sentem trapaceadas quando outros as superam. Ao contrário, trabalham duro para as suas próprias chances de sucesso, sem depender de atalhos.

10) Elas não desistem depois da primeira falha
Pessoas mentalmente fortes não percebem uma falha como razão para desistir. Elas procuram entender como uma experiência de aprendizagem sobre o fracasso pode colocá-las mais perto de seus objetivos finais.

11) Elas não temem a solidão
Pessoas mentalmente fortes conseguem tolerar a solidão e elas não temem o silêncio. Elas não têm medo de ficarem sozinhas com seus pensamentos e elas podem usar esses momentos para refletir, planejar e serem mais produtivas. Elas curtem sua própria companhia e não são dependentes de outros o tempo, mas conseguem ser felizes sozinhas.

12) Elas não acham que o mundo deve alguma coisa a elas
Pessoas mentalmente fortes não acham que os outros deveriam cuidar delas ou que o mundo deveria dar alguma coisa a elas. Ao invés disso, elas buscam oportunidades baseadas em seus próprios méritos.

13) Elas não esperam resultados imediatos
Seja trabalhar para melhor sua saúde ou tirando um negócio do papel, pessoas mentalmente fortes não esperam por resultados imediatos. Elas celebram o avanço de cada etapa como um incremento do caminho do sucesso. Elas aplicam suas habilidades e seu tempo às melhores de suas ações e compreendem que mudanças reais levam tempo.

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Toque Cristão

Amigos, vocês que estão interessados nesse momento histórico da Igreja Católica, recomendo esse excelente artigo do padre e jornalista Gerson Schmidt, na Zero Hora deste domingo. 

Cátedra vazia

Quando se esperava uma saída apoteótica do Sumo Pontífice, como excelente teólogo e magistrado à frente da Igreja, houve uma retirada humilde, simples, de Bento XVI ao deixar a cadeira de Pedro, que ficará vazia e vacante por um curto período, até ser ocupada pelo que será eleito pelo Colégio dos Cardeais. Ao dizer que, não sendo mais o pontífice se torna um simples peregrino como os outros, lembra sua fala no início de seu pontificado, que surpreendia na ocasião a todos os que conheciam a força do prefeito da Sagrada Congregação da Fé, Joseph Ratzinger: “Após o papa João Paulo II, os cardeais me elegeram um simples, humilde trabalhador nas vinhas do Senhor”.

Seu gesto de renúncia foi surpreendente, inovador…

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