Dígrafo – parte 2

Te liga. O texto abaixo é continuação do post Dígrafo.

***

A audição e a visão: o bebê usa mesmo esses sentidos no útero?

 

Ele ouve mais o pai

Carmem: Com 26 a 28 semanas de gestação, a capacidade do feto ouvir já é aguda e bem desenvolvida (Ziegel e Ceranley, 1985). Um som alto próximo do abdômen também provoca susto, enquanto que um som fraco leva o bebê a voltar-se na sua direção.O feto ouve principalmente ruídos de fundo (rítmicos): entrada e saída de ar nos pulmões da mãe; fluxo sanguíneo nos grandes vasos; passagem de alimentos pelo aparelho digestivo; fluir de sangue pelo cordão umbilical; movimentos intestinais; batimentos cardíacos. Com esses sons rítmicos existentes no útero, o feto vive ao compasso do coração da mãe. 

Mas também ouve ruídos exteriores. Estes lhe chegam deformados. Estudos comprovam que o feto é capaz de distinguir uma voz feminina de uma voz masculina. Os sons agudos (voz da mãe) chegam-lhe de forma mais atenuada pela barreira do líquido amniótico que os mais graves (voz do pai). 

 

Música para os seus ouvidos

Carmem: Esse pequeno ser em formação já terá o aparato neurofisiológico da audição devidamente preparado para receber vibrações sonoras desde a 21ª semana de gestação. Alguns neurocientistas afirmam que podemos preparar o futuro bebê para o “ouvido absoluto” estimulando-o com sinfonias, música erudita barroca, renascentista e contemporânea.

Nem todos os estilos musicais são do agrado do feto: ao ouvir as composições de Mozart e Vivaldi, por exemplo, acalma-se e dá pontapés suaves e ritmados; ao ouvir música rock, aumenta os movimentos e acelera o ritmo cardíaco; ao ouvir heavy metal, dá pontapés freneticamente.

Existem cursos especializados para ajudar a futura mamãe a estimular seu bebê até antes mesmo de ele nascer. Nas aulas, o processo é realizado por meio de instrumentos musicais, cantigas criadas pelas próprias mães e escuta de músicas. Conversar com o bebê, cantar para o bebê, são práticas que tanto o futuro papai quanto a futura mamãe podem fazer.

 

Apaga a luz!

Carmem: O globo ocular do feto começa a formar-se precocemente, mas os bastonetes que configuram a retina não estarão formados até às 16 semanas. Ainda que já possa ver, os olhos estarão fechados, abrirá as  pálpebras pela primeira vez na 25ª semana, e a partir de então abrirá e cerrará os olhos repetidamente.Comprovou-se que uma luz forte junto do ventre materno, produz-se uma aceleração no ritmo cardíaco do feto. No final da gestação, com a distensão da barriga da mãe, há uma maior difusão de luz através do líquido amniótico. Assim sendo, o futuro bebê, distingue entre a luminosidade e o escuro.

 

Todos nascemos míopes

Carmem: A visão é o sentido  menos desenvolvido, por não ter sido exigida durante a gestação. No recém-nascido, seu alcance é de 20 a 30 centímetros, mais ou menos a distância entre o rosto do bebê e o da mãe na hora da amamentação. A criança não consegue focalizar objetos além dessa medida. As imagens são embaçadas e duplas porque as duas retinas ainda não estão unidas. O bebê é míope. Coloque móbiles coloridos sobre o berço. O olhar do bebê é atraído por objetos em movimento e de cores contrastantes, como azul, amarelo e vermelho. Aos seis meses, a visão estará quase igual à de um adulto.

 

Vai na manha

Carmem: As vivências maternas, portanto repercutem na forma como este ser virá ao mundo e lidará com o universo que o circunda nos momentos após o nascimento.Então a recomendação na gravidez é NO STRESS! Descanse, veja comédias, ria bastante, ria de si, ria da vida, saia com pessoas agradáveis, ande junto a natureza. Leia livros que elevem a sua auto-estima, mantenha seu humor o mais estável possível.

Durante a gravidez, recomendo às gestantes práticas de meditação, yoga, e muita paz! Massagens corporais ajudam a relaxar a musculatura, liberar as tensões. No abdômen, carícias suaves, feitas com óleo de amêndoas. 

 

Mãe feliz = bebê feliz

Carmem: Paz e felicidade são emoções que qualquer mãe e bebê podem alcançar, para isto aprenda a reconhecer para onde vagam seus pensamentos e entenda que você é livre para escolher o fluxo de sua mente, o conteúdo de seus pensamentos. Está tensa, ansiosa? Apenas reconheça esses sentimentos e saia para olhar as árvores de sua rua, caminhe olhando o belo que muitas vezes está diante de seus olhos: aquela pequena flor que floresceu, o brilho do sol no verde das folhas, o orvalho que ainda está sobre o gramado, o silvo de algum pássaro ao longe.

Deixe seus sentidos abertos para as pequenas maravilhas do universo… conecte-se com o azul do céu, o brilho das estrelas e com este pequeno ser pulsante dentro de você.

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2 Comentários

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2 Respostas para “Dígrafo – parte 2

  1. Ana Paula Rigatti Scherer

    Muito ricas as informações! Eu e o Luís lemos juntos.

    Obrigada!

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