Arquivo do mês: janeiro 2009

Dígrafo – parte 2

Te liga. O texto abaixo é continuação do post Dígrafo.

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A audição e a visão: o bebê usa mesmo esses sentidos no útero?

 

Ele ouve mais o pai

Carmem: Com 26 a 28 semanas de gestação, a capacidade do feto ouvir já é aguda e bem desenvolvida (Ziegel e Ceranley, 1985). Um som alto próximo do abdômen também provoca susto, enquanto que um som fraco leva o bebê a voltar-se na sua direção.O feto ouve principalmente ruídos de fundo (rítmicos): entrada e saída de ar nos pulmões da mãe; fluxo sanguíneo nos grandes vasos; passagem de alimentos pelo aparelho digestivo; fluir de sangue pelo cordão umbilical; movimentos intestinais; batimentos cardíacos. Com esses sons rítmicos existentes no útero, o feto vive ao compasso do coração da mãe. 

Mas também ouve ruídos exteriores. Estes lhe chegam deformados. Estudos comprovam que o feto é capaz de distinguir uma voz feminina de uma voz masculina. Os sons agudos (voz da mãe) chegam-lhe de forma mais atenuada pela barreira do líquido amniótico que os mais graves (voz do pai). 

 

Música para os seus ouvidos

Carmem: Esse pequeno ser em formação já terá o aparato neurofisiológico da audição devidamente preparado para receber vibrações sonoras desde a 21ª semana de gestação. Alguns neurocientistas afirmam que podemos preparar o futuro bebê para o “ouvido absoluto” estimulando-o com sinfonias, música erudita barroca, renascentista e contemporânea.

Nem todos os estilos musicais são do agrado do feto: ao ouvir as composições de Mozart e Vivaldi, por exemplo, acalma-se e dá pontapés suaves e ritmados; ao ouvir música rock, aumenta os movimentos e acelera o ritmo cardíaco; ao ouvir heavy metal, dá pontapés freneticamente.

Existem cursos especializados para ajudar a futura mamãe a estimular seu bebê até antes mesmo de ele nascer. Nas aulas, o processo é realizado por meio de instrumentos musicais, cantigas criadas pelas próprias mães e escuta de músicas. Conversar com o bebê, cantar para o bebê, são práticas que tanto o futuro papai quanto a futura mamãe podem fazer.

 

Apaga a luz!

Carmem: O globo ocular do feto começa a formar-se precocemente, mas os bastonetes que configuram a retina não estarão formados até às 16 semanas. Ainda que já possa ver, os olhos estarão fechados, abrirá as  pálpebras pela primeira vez na 25ª semana, e a partir de então abrirá e cerrará os olhos repetidamente.Comprovou-se que uma luz forte junto do ventre materno, produz-se uma aceleração no ritmo cardíaco do feto. No final da gestação, com a distensão da barriga da mãe, há uma maior difusão de luz através do líquido amniótico. Assim sendo, o futuro bebê, distingue entre a luminosidade e o escuro.

 

Todos nascemos míopes

Carmem: A visão é o sentido  menos desenvolvido, por não ter sido exigida durante a gestação. No recém-nascido, seu alcance é de 20 a 30 centímetros, mais ou menos a distância entre o rosto do bebê e o da mãe na hora da amamentação. A criança não consegue focalizar objetos além dessa medida. As imagens são embaçadas e duplas porque as duas retinas ainda não estão unidas. O bebê é míope. Coloque móbiles coloridos sobre o berço. O olhar do bebê é atraído por objetos em movimento e de cores contrastantes, como azul, amarelo e vermelho. Aos seis meses, a visão estará quase igual à de um adulto.

 

Vai na manha

Carmem: As vivências maternas, portanto repercutem na forma como este ser virá ao mundo e lidará com o universo que o circunda nos momentos após o nascimento.Então a recomendação na gravidez é NO STRESS! Descanse, veja comédias, ria bastante, ria de si, ria da vida, saia com pessoas agradáveis, ande junto a natureza. Leia livros que elevem a sua auto-estima, mantenha seu humor o mais estável possível.

Durante a gravidez, recomendo às gestantes práticas de meditação, yoga, e muita paz! Massagens corporais ajudam a relaxar a musculatura, liberar as tensões. No abdômen, carícias suaves, feitas com óleo de amêndoas. 

 

Mãe feliz = bebê feliz

Carmem: Paz e felicidade são emoções que qualquer mãe e bebê podem alcançar, para isto aprenda a reconhecer para onde vagam seus pensamentos e entenda que você é livre para escolher o fluxo de sua mente, o conteúdo de seus pensamentos. Está tensa, ansiosa? Apenas reconheça esses sentimentos e saia para olhar as árvores de sua rua, caminhe olhando o belo que muitas vezes está diante de seus olhos: aquela pequena flor que floresceu, o brilho do sol no verde das folhas, o orvalho que ainda está sobre o gramado, o silvo de algum pássaro ao longe.

Deixe seus sentidos abertos para as pequenas maravilhas do universo… conecte-se com o azul do céu, o brilho das estrelas e com este pequeno ser pulsante dentro de você.

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Dígrafo

Vou explicar a razão desse título. Vou chegar lá. Antes, boas novas sobre o Bento.

Seguinte: a novidade agora é que o meu sobrinho-guri, o Bento, já se comunica com o mundo plenamente. Como, se ele está dentro da barriga da minha irmã? Movimentando-se, oras. Não que ele não fizesse isso antes. Mas é que antes a sutileza dos seus movimentos não podiam ser percebidos e, além do que, a sua minúscula dignidade ainda era ferida quando o confundiam com, vejam só: um flato. Isso, o esticar e encolher de pernas e braços do meu sobrinho era entendido como um pum. Lamentável.

O fato é que os famosos soquinhos e ponta-pés são a forma primeira de comunicação de um ser como o mundo que o aguarda atrás do líquido amniótico. Não é querer puxar a brasa pro meu assado, mas o meu sobrinho, o Bento, já é um comunicador. Como o tio.

Com unhas, bexiga, pulmões e outros tantos órgãos vigorosos, o que realmente importa é que o Bento já se diverte saudável no ventre macio da minha irmã. 

Com cerca de vinte e oito semanas de existência, o Bento – Bento dezessete, para os mais devotos – já passou há tempos, portanto, da metade da sua vida fetal. Ensaiando movimentos respiratórios intra-uterinos, o meu sobrinho-guri já toma fôlego para adentrar este mundo.

Antes de dizer o que realmente me chama a atenção nesta fase da vida do Bento, quero falar do tempo. O que será este senhor, o tempo, para o nosso pequeno Bento? O que deve representar o período de um dia para quem só viveu, desde a fecundação, pouco mais de 220 deles?

Lembro da minha infância. Lembro como eram duradouros os dias, as semanas de prova, os bimestres de aula, os anos letivos, os meses de férias. Antes de entrar na sala de aula, de manhã cedo, perfilávamos no pátio do colégio e eu ficava olhando para as carreiras dos mais velhos. Para os caras da oitava série. O último era sempre um gigante desengonçado, calças pelas canelas e tênis de jogador de basquete. E como eram velhos, meu Deus! Tinha a nítida impressão de que aquela idade não chegaria tão cedo pra mim. E quando chegasse, eu ainda seria apenas um guri, despreparado, inexperiente, imaturo. Verde.

Pois para o Bento, este senhor, o tempo, deve ser ainda mais desconhecido. Mais remoto.

E enquanto o guri se entretém para passar o tempo, sem saber, amadurece algo em seu sensível corpo que será de fundamental importância quando ele chegar, por exemplo, na minha idade: a sua valiosa massa encefálica. O Bento já percebe a luz, os movimentos, os sons, as palavras, sem saber o que dizem, mas sabendo o quanto significam. Percebe as sensações, os medos, as alegrias, as preocupações.

Mas não o faz sozinho. E é aqui que quero chegar. Taqui porque esse texto chama-se dígrafo.

Parênteses. 

Sabem dígrafo? Eu também não lembrava até pouco tempo. São os grupo de duas letras para representar um único som. No português são dígrafos: ch, lh, nh, rr, ss, sc, sç, xc. Etcetera e tals.

Portanto. Com minha irmã, mamãe de primeira viagem, o Bento forma o mais importante dígrafo da espécie humana. Não, minha irmã, não é mais a união de érres o dígrafo mais importante da tua vida.

Outro parênteses. 

Minha irmã é fonoaudióloga e no trabalho de graduação e na tese de mestrado estudou as variações dos érres em crianças descendentes de imigrantes. Sabem o érre do pessoal do interior? Som de érre com dois érres e com um érre. Essas coisas. Mas claro que os trabalhos da minha irmã vão bem mais a fundo nisso. São premiados, inclusive, viraram artigos. Bem chique.

O que cá estou tentando demonstrar a vocês é que nem o éle-agá, o ésse-cê, o êne-agá ou o ésse-ésse são páreos para o dígrafo ao qual me refiro neste texto.

Tou pra dizer pra vocês que a importância deste dígrafo formado pela união destes dois seres diferentes, mãe e filho em gestação, que pensam e sentem juntos, que compartilham o mesmo ar e a mesma alimentação, beira o primordial, o basilar, o vital.

E vou provar porquê.

Conversei sobre o tal dígrafo com a Carmen Guerreiro Alves, médica formada pela Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas, de Porto Alegre, em 1979, e especializada em Pediatria, Homeopatia  e Psicoterapia Analítica de linha Humanista. Ela me trouxe novidades reveladoras.

A Carmem foi também coordenadora do Ambulatório Geral do Hospital Sanatório Partenon, atualmente vinculada ao SAT (Serviço de Atenção Terapêutica) do mesmo hospital, atendendo gestantes e bebês na prevenção da transmissão vertical do HIV. Coordena grupos de gestantes e mulheres que deram à luz há pouco tempo portadoras de HIV. Desenvolve na Clínica Libertar trabalhos de orientação sobre qualidade de vida, unindo técnicas orientais com medicina tradicional. 

Vou postar aqui na Uzina em duas partes. Uma hoje e outra na semana que vem. Assim, em fascículos colecionáveis. Legal, né?

Hoje: O vínculo afetivo bebê-mamãe: por que essa relação é fundamental?

Semana que vem: A audição e a visão: o bebê usa mesmo esses sentidos no útero?

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O vínculo afetivo bebê-mamãe: por que essa relação é fundamental?

 

A raiz da personalidade

Carmem: o vínculo mãe e bebê  tem sido considerado como a raiz da personalidade. Inúmeros estudos efetuados por John Bowlby e Mary Ainsworth nos anos 60 e 70, confirmam que os níveis de vínculo irão de alguma forma influenciar a integração social do ser, dependendo do apego desenvolvido na relação mãe-bebê. 

Segundo as teorias do Psicanalista Bowlby há dois tipos de apego: o seguro e o inseguro, o qual é dividido em quatro subgrupos: ambivalente, esquivo, resistente e desorganizado.

 

Problema de caráter

Carmem: Bowlby refere que é essencial para a saúde mental que o bebê possa experimentar uma relação contínua, cálida e íntima com sua mãe ou, posteriormente, em casos de adoção, com a substituta materna permanente, na qual ambos possam encontrar satisfação. Muitos tipos de problemas psíquicos e de caráter podem ser atribuídos tanto à falta de cuidados maternos quanto à descontinuidade nessa relação.

 

Um adulto capaz de amar

Carmem: A teoria do vínculo afetivo entende o crescimento de uma criança como resultado da relação que ela mantém com os pais, mas em especial com sua mãe. O apego é uma necessidade  primária e vital. Um bebê que se sente protegido, amparado, tranquilo terá muito mais chance de se tornar um adulto seguro de si, capaz de amar e sentir-se amado. Pesquisas mostram que crianças seguras em relação aos pais choram menos e são mais persistentes na exploração do ambiente. Já as inseguras são mais submissas ou agressivas.

 

As primeiras referências do mundo

Carmem: Portanto, é de suma importância o estado emocional da mãe tanto durante a gestação, como após ela. Pois é a partir da mãe que os primeiros referenciais do bebê virão a ser construídos por meio do vínculo e na manutenção posterior deste. A proximidade real com a mãe, com o corpo dela propicia intimidade e consequentemente segurança no período imediato ao nascimento. Na gestação, tristezas, choros, raivas e sentimentos de natureza negativa influenciarão diretamente o bebê, pois a produção dos hormônios do medo e da raiva estarão presentes na corrente sanguínea, seguindo através da placenta diretamente para o bebê. 

 

Um útero rígido, escuro e frio

Carmem: Quando a gestante entra em stress, as glândulas adrenais passam a produzir e liberar os hormônios do estresse (adrenalina e cortisol), que aceleram o batimento cardíaco tanto da mãe quanto do feto, dilatam as pupilas, aumentam a sudorese e os níveis de açúcar no sangue, reduzem a digestão, contraem o baço (que expulsa mais hemácias para a circulação sangüínea, o que amplia a oxigenação dos tecidos) e causa imunodepressão (redução das defesas do organismo). A função dessa resposta fisiológica vinculada tanto ao medo quanto a raiva serve para preparar o organismo para a ação, que pode ser de “luta” ou “fuga”, mas para o feto isso tem repercussão direta, a medida que esse útero que o abriga torna-se rígido, escuro e muito frio, representando então uma ameaça real para o pequeno ser que ali vive.

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Uzina: quatro anos!

É, a Uzina está de aniversário esse mês. Quatro anos! Foi no verão de 2005 que tudo começou. Da lembrança de um reveillón,  do dedo queimado por um bombril em brasa. Leia abaixo o primeiro texto da Uzina.

Obrigado pela tua visita de sempre. E pelos comentários de quase sempre. Volte sempre!

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Escrever, escrever

Comentei com algumas pessoas isso. Porque escrever pra mim sempre foi uma tarefa que exigia um pouco mais do que o olhar habitual sobre as coisas. O objetivo, assim cru, natural, já é escrito. E muito por aí. E pra escrever do jeito que gosto, preciso de inspiração. Isso, inspiração. Não, não é poesia. É texto mesmo. Às vezes se mistura com alguma crônica. Mas, em princípio, é texto, texto de opinião.

Com alguns até comentei a história do dedo queimado.

Era uma vez eu. Não lembro que ano estava virando. Faz uns 10 anos. Então devia ser de 1994 pra 1995, ou quase isso. Fogos sempre foram proibidos aqui em casa. Por causa de experiências mal-sucedidas. Meu tio se machucou feio uma vez. Bom, pra minha festa particular seriam suficientes um pedaço de Bombril, um cordão e fósforos. Sim, eu era novo. Bem guri na época. Acendia o Bombril, ia até o meio da rua e girava o mais rápido que conseguia, sobre a minha cabeça. Com o girar, as faíscas caíam no asfalto e como era noite, ficava bem bonito. Não tinha muito perigo porque as faíscas passavam longe. A merda é que o Bombril tinha acabado. E o último que tinha usado não tinha queimado por inteiro e estava lá, no meio da rua. Algumas brasas em volta, mas muitas regiões prateadas, que ainda não haviam sido queimadas. Só vi que estava enganado quando me percebi correndo em direção ao tanque, nos fundos de casa. Eu tinha tentado pegar o que sobrara do Bombril exatamente pela brasa. Doeu.

Fiquei toda a primeira semana do novo ano com o polegar e o dedo indicador da mão direita com uma grossa camada de pele, digamos, morta. Não sentia nada. Enquanto a pele se refazia por baixo, essa outra, grossa e sem tato, era o que ligava meus dedos ao mundo real.

Já disse que não lembro bem. Digamos que faz uns 10 anos. Acho que faz mais. Mas a sensação voltou. Não, dessa vez não brinquei com o Bombril em brasa na noite de Ano Novo. Eu estou meio assim. Como estavam os meus dedos queimados aquele dia. Estou com dificuldade de escrever, de olhar além. Alguma coisa que me liga com o mundo real está com problemas. E preciso resolver isso.

Inicio hoje este Blog. Com objetivo de publicar alguns textos de anos anteriores. Mas, especialmente, precisando escrever. Me recuperar.

Esta é a pauta da vez. Escrever.

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E se fôssemos verbo?

Eu sou um cara caxias. Manja caxias? O tipo que faz listinhas de pendências profissionais diariamente, que se preocupa com a pontualidade dos horários no trabalho, que não sai cinco minutos antes, que se grila com a caixa de e-mails cheia e quando marca duas consultas médicas na mesma semana.

Agora, pelo contrário, nada disso preocupa o Girardi.

O Girardi é o cara lá do serviço do Bacon. E o Bacon é o meu amigo que se casou em março desse ano com a Sheilinha. Casal bonito, amigos meus há bem mais de uma década, que de uns tempos pra cá, desde que moram naquele apartamento que é a cara deles, ama cozinhar e chamar a gente para provar. E já vive bem o casalzinho novo. A Sheilinha faz estágio, se forma logo-logo e tem um negócio que é só dela. Às vezes reclama que não vai bem o tal negócio. Mas é o sonho de boa parte de gente da minha idade e da Sheilinha ter um negócio próprio. E ela tem. 

O Bacon é funcionário público do Estado. Sempre admirei o Bacon pela inteligência que ele tem pra tudo. De moquecas à complexidade de um choque elétrico de alta potência. Dia desses ficou ele lá nos explicando como um cara que ele conhece fritou os dedos de um pé e uma perna e braço inteiros por ser displicente numa manuntenção de rede elétrica. É sério: o Bacon tem uma facilidade impressionante pruma série de coisas. Especialmente para passar em concursos públicos. Já foi aprovado em uns 14, mais ou menos. Escolheu um. O mesmo emprego do Girardi. 

Vou contar quem é o Girardi.

Ao contrário da minha pessoa e da do Bacon, o Girardi não é nem de longe um cara caxias. E nessa época do ano que acabamos de passar, de confraternizações, feriados prolongados e expedientes facultativos, nessa época, o Girardi faz a festa. Chega mais tarde, solta mais cedo e quando seu corpo está presente no trabalho, o msn o distrai a tal ponto que o Girardi simplesmente não faz nada de útil pros gaúchos contribuintes que pagam o seu salário. Nada.

– Lá na Secretaria, já criaram até um verbo pro comportamento do cara: girardiar – contou o Bacon dia desses, num dos nossos jantares na casa dele, regado a bons vinhos e, na ocasião, à tal moqueca capixaba. – Volta e meia aparece um nos encorajando: quê? vocês não vão girardiar hoje? – lembrou, com um sorriso de desgosto.

Como na nossa política e no trabalho do Bacon, o funcionalismo público brasileiro é famoso por girardiar. Todos girardeiam nele.

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Agora, que tal se todos fôssemos verbos no infinitivo, como o Girardi. Imaginem se nesses tempos de reforma ortográfica nos permitissem também incluir novos verbos como rodrigar, por exemplo. Atualmente, rodrigar pra mim significar ser, ao mesmo tempo, sofisticado e simples. E fazer questão de dividir com os amigos a felicidade do casamento novo.

Sheilinhar. 

Sheilinhar seria o mesmo que ouvir com apreço seja o que for que você tiver pra contar. Ouvir com olhos e sorriso de menina-mulher. Maturada ao molho da vida e de sonhos, que do seu amante são os mesmos.

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E tu, que verbos tu tens na tua vida?

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Nova ortografia

Avisaram — não avisaram? — que as novas regras de ortografia iam causar confusão? Taí.

Seja lá o que Ele é, estava conosco no engarrafamento na Freeway, no último dia do ano.

Otografia

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