Arquivo do mês: abril 2008

O cancer da humanidade

Procurava faz tempo essa frase. Escutei-a de uma senhora idosa tentando explicar, voz tremula, madura, quase judiada, esse mal que apodrece da politica a relacao sincera de velhos amigos. La vai:

“Se quiser por a prova o carater de um homem, de-lhe poder.”
De Abraham H. Maslow. Alguem sabe quem eh esse moco?

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Eu amo o Google

Isso mesmo. Entre os intangíveis, mais até que a Patrícia Poeta e a Leila do vôlei. E renovo esse sentimento sempre, sempre. 

E não é um amor cego, desses que a gente não consegue explicar. Esse é um amor racional, mas dependente e incondicional.

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Pouca infância

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Minha mãe e eu fomos no cinema assistir O Caçador de Pipas. Voltei angustiado. 

Tenha você conhecido ou não a obra – livro ou filme –, a mensagem da história me parece, como dizem, universal. Tipo o controle remoto aquele gigante e cheio de botões coloridos e sem função que se compra quando todos os outros de casa já não funcionam mais. 


Como todo best-seller, a linguagem é fácil. Como poucos, emociona ao tratar da singularidade do ser humano nos seus poucos anos de vida. O afegão Khaled Hosseini, autor do romance, trata a infância de uma forma contundente.

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Minha primeira camiseta rosa

Moda e correntes de e-mails são bichos esquisitos. Ninguém nunca sabe quem começou, onde nasceu, qual o verdadeiro sentido e motivação. Se criam. E as pessoas, involuntariamente os acariciam, alimentam e dão banho até ficarem fortes e andarem soltos por aí.

Olho a caixa de e-mails. Chegou mais uma corrente. Uma não, duas. Tá, essa vou ler, decido meio por caridade. Em seguida, desisto. Aquilo não é pra mim. Só o assunto já dá idéia de quantas dezenas de pessoas já manipularam aquele e-mail, jogaram-no pra lá e pra cá até cair aqui na minha mesa, dentro do monitor. Como dinheiro amassado, sabe-se lá por onde esse indesejado passou. Segundos e segundos se vão enquanto rolo o e-mail esperando ver algum texto que faça sentido. Demora. Antes vejo alguns dos comparsas que ajudaram esse entulho a se criar. Não leio mais e pronto! Sim: eu deleto quase todas as correntes.

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Pipas

Agora sao vinte pras duas da madrugada de um domingo qualquer. Ha poucos minutos, um “plin-plin” no meu celular avisava que a mensagem que eu tinha enviado havia sido entregue nos celulares do Bacon e da Sheila.

Fiz questao de agradecer por terem me presenteado com O Cacador de Pipas, de Khaled Hosseini, do qual acabava de virar a ultima pagina. Depois de muitos suspiros e sensacoes de pavor, indignacao, profunda tristeza e uma alegria que, mesmo pouco familiarizada com lugares e personagens, vinha, assim, gostosa. Eh que ser humano, seja ele qual for, sente e vive o mesmo que a gente. E a empatia acontece. Senti alegria a ponto de molhar os olhos umas tantas vezes.

Pipas nunca tinham formado na minha cabeca imagens muito significativas. Lembro de ter ido comprar papel de seda e ter procurado gravetos nem muito pesados, nem muito frageis. Isso ha uns quinze anos ou mais. Elas nunca sairam do chao. Os fios dos postes de luz sempre as impediram.

Mas hoje — ou a partir de hoje — pipas me dao — ou me darao — medo.

Medo do que essa vida e esse mundo me reservam. Medo de chegar em um tempo em que sentirei saudade. Medo de virar so mais uma vitima dessa vida que nao eh um filme indiano, que nao tem sempre um final feliz e que nao se importa nem um pouco com isso. Essa vida que apenas segue “em frente, como uma caravana de kochis, lerda e empoeirada”.

Bom se a vida fosse como esse livro aqui no meu colo. Se pudessemos pega-la a hora que quisessemos e folhea-la, bem la atras, nos primeiros capitulos. Ver as pessoas de novo, ouvir as vozes, sentir o cheiro, ve-las partir e, em seguida, retornar.

Hoje tenho comigo todos os que amo de verdade. Tenho medo do dia em que nao os terei mais. E vou sentir vontade de folhear as paginas pra tras. Mas nao dara. Nao poderei.

O Bacon e a Sheila responderam minha mensagem. Disseram coisas bonitas. Que bom que eu gostei do presente. Que por mim fariam isso mil vezes. Como Hassan disse. Como Amir disse.

Esses amigos meus casaram-se ha pouco. Coisa de um mes.

Que Deus os conceda uma vida de felicidade. E que esta vida seja boa e justa com eles. E que lhes traga, no fim da vida, o que queremos para todos nos. A saudade de uma vida bem vivida. So pipas de saudades boas de sentir.

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Postes de borracha

Mano todo orgulhoso. A mana emplacou um belo artigo sobre educação no trânsito na edição de hoje (3/4) do jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Parabéns, guria! Legisladores e eleitores, boa leitura. Continuar lendo

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ESPECIAL CANUDO

Canudo. Canudo é o tipo de palavra que depois que a gente diz uma vez fica olhando pra ela, estranhando, duvidando que existe. Ca-nu-do. Que estranho. Mas falando em canudo, vem aí o ESPECIAL CANUDO.

Não o do todinho, nem o da caipira. Canudo de diploma, sabe? Isso, pois então, em respeito aos milhares de leitores assíduos desse blog, ávidos pela próxima novidade, estou lançando essa série de textos.

Todo o dia primeiro, primeiro dia de cada mês, vou colocar no site um texto antigo meu, que tem como pano de fundo o meu tempo de universitário. Sim, porque este tempo passou e deixou lembranças, memórias. Porque foi no último dia primeiro, o de março, que tornei-me jornalista. Que ganhei o canudo. E pra prestigiar minha idéia bárbara e comemorar o dia dos bobos, comece lendo o primeiro da série: “Vida sem Vírgulas”. Sou meio suspeito pra falar, mas vale a pena. 🙂

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