Arquivo do mês: julho 2005

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A velha maxima ja diz: nessa hora vemos que nossa vida nao vale nada. So uma pergunta nao quer calar: por que a vida de um iraquiano vale tao menos que a de um londrino?

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Que saudade dessa cena. De tudo. Da epoca, do dia, do lugar, do carro, da lua. Do som daquela gargalhada linda e da sensacao daquele sorriso tao dela.

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Errei

Cabe aqui um mea-culpa. Está errado o nome da Seção: Encaminhados que valem à pena, que enviei pelo Uzineiro 009.

Pelo Dicionário Aurélio, o correto seria valem a pena. Assim, sem crase.

>> Vale a pena:
1. Merecer o sacrifício ou o trabalho que
custa

A Seção: Encaminhados que valem a pena foi publicada com dois textos:

Um traz uma bela história erótica, escrita em português explícito.

– E o outro, uma mensagem sobre amiz… que não é água com açúcar!

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Fagulhas…

“Saio com as mãos limpas e a cabeça erguida. Com a certeza de que não me arrependo de nada que fiz.”
Zé Dirceu, ao deixar o comando da Casa Civil.
Mas é exatamente pelo que o senhor não fez, que estás saindo. Ah, não. Se a até a retórica eles perderem, o que será de nossa política?

“A única pessoa que acompanha você a vida toda é você mesmo.”
O que te parece isso?
Pros egocêntricos, isso deve soar extremamente prazeiroso. Pros humildes, simplesmente despresível. Pros corruptos, sinceramente, uma safadesa. Pra mim, absolutamente desafiador.

“Se você acha que a educação custa caro, tente a ignorância.”
De Barek Bok. Fundamental pra essa época de rematrículas e refacadas.

“É só mijá de pé que ela tá traçando.”
Essa eu ouvi voltando da universidade. Assim, do nada, alguma comentou da amiga. Estamos em 2005. Essa é uma boa pra recortar, guardar e ir acompanhando a revolução (ou evolução?) do sexo feminino.

“Barrichello achou péssimo e criticou a equipe por privilegiar o alemão.
‘Eu estava acelerando máximo que podia até o ponto que eles falaram para reduzir o giro. É um brasileirinho contra o mundo muito grande’, criticou Rubinho.”
Barrichelo sobre o GP dos Estados Unidos. Jornal Nacional do dia 20/06.
É assim é? Finalmente ouvimos do Rubinho o que já sabíamos há horas.

“Vc quer emprestada a fita…? Mas é fita de vídeo, vc tem vídeo?”
“Sim, eu sou o cara. Lá em casa nós não temos só DVD. Temos DVD e cachorro-quente.”

Na dança do idioma falado, às vezes tropeçamos, nos enganamos e trocamos as palavras. Neste caso, um substantivo composto por outro.
Era aniversário de um amigo. Eu tomava vinho. E o amigo do hot dog, refri. Não pareceu. A frase foi seguida de silêncio. E de gargalhadas. Muito bom! Coisa de sábado de noite! Que cena!

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Enc: Saudade…

Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim… do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar quem sabe… nos e-mails trocados. Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens… Aí os dias vão passar, meses… anos… até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo…

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografia e se perguntarão: quem são aquelas pessoas? Diremos… que eram nossos amigos. E… isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! A saudade vai apertar bem dentro do peito.Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente… Quando o nosso grupo estiver incompleto… nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos. Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado. E nos perderemos no tempo…

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades seja a causa de grandes tempestades… Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Indicação original do e-mail que recebi:

Não sei se o texto abaixo é realmente do Fernando Pessoa, mas é válido
para a reflexão.
Recebi de um amigo.
E espero que aqueles que recebam de
mim, reflitam melhor sobre seus amigos e sobre a importância que eles têm.
Importância que pode estar sendo esquecida.

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Enc: Esta é para os amantes da língua portuguesa

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.

Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.

Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula, ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que depois dessa poderia se transformar num artigo indefinido, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

Indicação original do e-mail que recebi:

Esta é para os amantes da Língua
Portuguesa.Esta é uma redação feita por uma aluna do curso de Letras da UFPE
(Universidade Federal de Pernambuco – Recife),que obteve vitória em um concurso
interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática
Portuguesa.

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